A História do Videogame by Kabuki’s Arcade Parte VI

5ª Geração de consoles

Época – Anos 90

Consoles - 3DO • Jaguar • Sega Saturn • PlayStation • Nintendo 64 • Virtual Boy • Game Boy Color

 

A 5ª geração dos consoles, ou como eu também gosto de chamar, Novos Clássicos do Video Game, foi marcada pela popularização dos consoles em CD. Na geração passada, os jogos em CD, não eram grande coisa… Travavam, havia dropping de imagem, eram caros, isso sem falar que em sua maioria, não traziam nenhuma melhoria gráfica para os jogos. À partir de agora, os consoles tinham em média 32 bits.


3DO Um novo conceito de console

Em 1993, é lançado o 3DO Interactive Multiplayer, ou simplesmente 3DO. Uma diferença deste console para outros, é que ele foi criado por uma empresa de softwares. A 3DO Company Group, que era composta por várias empresas, inclusive a ECA, Eletronics Arts, incumbiu a Panasonic de fazer um console para seus jogos. Todos imaginaram “Caramba, um videogame feito pelas empresas de jogos, então os jogos serão os melhores possíveis”. É, mas não foi assim. Apesar dos gráficos serem muito bons, podia-se contar nos dedos os jogos que realmente eram divertidos. Recapitulando… Sim, era um console com grande capacidade gráfica, mas com um preço de lançamento em torno de U$700 e somado aos jogos realtivamente ruins suas vendas nunca deslancharam, o que fez com que o 3DO chegasse a receber o título de pior console daquele ano.


Jaguar! A ATARI ataca com 64 Bits


Após os fracassos com os ATARI 5200 e 7800 a empresa tenta surpreender as outras lançando um console de 64 Bits. Com um preço relativamente bem acessível, por volta de U$250, o Jaguar tinha um grande potencial de vendas. Chegou a ter grandes jogos, como Doom, Alien Vs Predator e Tempest 2000, mas logo sua capacidade gráfica foi questionada pelos próprios jogadores que compraram o sistema, pois para um console de 64 Bits, os gráficos não estavam TÃÃÃÃÃOOOO diferentes dos consoles de 32 Bits assim. Foi descoberto então que o Jaguar foi feito sobre o projeto de um outro vídeo game de 32 Bits da ATARI que nunca foi lançado, o Panther. A ATARI decidiu não lançar o Panther, mas manteve o mesmo processador de 32 Bits, apenas utilizou-se de aceleração gráfica para passar a impressão de gráficos de 64 Bits. Foi praticamente o mesmo processo que a empresa usou com seu portail Lynx na geração anterior. E por falar nisso, o que a Atari tem com nomes de felinos? Lynx, Panther, Jaguar… Anyway, em vista de alguns fatores como a escassa grade de jogos e seu controle de 15 botões, que é tido por muitos como o pior controle já lançado para vídeo games, o Jaguar nunca ultrapassou as 250.000 unidades de venda e nem a criação de um CD ROM, salvou o console do fracasso. O impacto negativo foi tão grande, que faz com que a ATARI saia definitivamente do mercado de consoles domésticos, concentrando-se apenas no desenvolvimento de jogos.

 

Saturn, a Sega investe no novo console de 32 Bits

Depois do fracasso absoluto do SEGA 32X, uma espécie de periférico para ser adicionado ao mega drive e que “deveria” rodar jogos de 32 bits, mas mostrou-se um ter jogos medíocres e caros, a Sega investe pesado no seu próximo console. Determinada à ser a Nº 1 no Japão, em 1994 a Sega lança o Saturn. O console era muito poderoso, possuía 2 processadores centrais, que produziam uma excelente qualidade gráfica. Mas por esse motivo era difícil produzir jogos para ele. Surgiu até mesmo uma estatística que funcionava como uma espécie de desafio às empresas de jogos, que apenas 1 entre 100 programadores, era bom o suficiente para conseguir desenvolver jogos para o Saturn. O console foi muito bem aceito no Japão, chegando à vender cerca de 170.000 unidades no primeiro dia de lançamento. Todavia, esse sucesso não se repetiu nos Estados Unidos, onde nos 4 meses que antecederam lançamento de seu concorrente de 32 bits da Sony, o Playstation, haviam vendido pouco mais de 80.000 unidades. Esse baque culminou na perda de milhões de dólares e na demissão de quase 30% do efetivo da Sega no Japão e no mundo. No nosso Brasi si silllll, o Saturn foi lançado pelo “módico” preço de R$800. A Tec Toy, alegou que o preço alto era por causa dos altos impostos.

 

A Sony lança seu console e inicia-se o reinado do Playstation

Como dito antes, a Nintendo tem planos de um CD ROM e faz pesquisa com a Sony e Philips para desenvolvimento do periférico. A Sony construiu o protótipo que parecia mais promissor, mas por desentendimentos internos envolvendo direitos autorais e divisão de royaltes, a Nintendo decide cancelar o projeto com a Sony, que continuou desenvolvendo o CD ROM, mas não mais como um periférico e sim como um console. Em 1994 no Japão e em 1995 no resto do mundo, o console de 32 Bits da Sony chega ao mercado. Muitos estavam céticos, pois apesar da Sony ser referencia na fabricação de Televisores e aparelhos de som, ela não tinha experiência no mercado de games. Foi um sucesso estrondoso, não só per ser um console relativamente barato (em relação à seus concorrentes) custando aprox. U$300, mas por que também o console acompanhava um CD com versões demo de vários jogos e de diferentes estilos, mostrando ter qualidade e variedade. O Playstation seria produzido por mais 11 anos, sendo considerado um dos consoles mais bem sucedidos da indústria do Video games.


Nintendo 64, o super poderoso da Nintendo.

Lançado em 1994, o Nintendo 64 firmou-se como o console de 5ª geração da Nintendo. Trazendo os tradicionais e exclusivos títulos da “linha” Mario Bros, o console tentava inovar com diferentes tipos de jogos para seus consagrados personagens. Super Mario 64, Super Mario Kart, Super Smash Bros, todos títulos de sucesso que ajudaram o console a manter-se com altas vendas. A Nintendo começou a lançar diferentes tipos de Nintendo 64, como transparente, verde, vermelho, uva, rosa. Todos idênticos por dentro, mas alguns fãs da marca começaram a colecionar as diferentes cores do console. Outro artifício que fez com que o Nintendo 64 se popularizasse foi que de fábrica, ele já vinha com 4 entradas de controles e muitos jogos para até 4 jogadores. Mas havia um problema, a maioria dos jogos era voltada para o público infantil. O público mais velho queria jogos mais adultos e começaram a migrar para outros sistemas, fazendo assim a Nintendo perder uma boa fatia de jogadores o Playstation e posteriormente para o Dreamcast.

 

Virtual Boy! Quem disse que a Nintendo não tropeça?

Aproveitando o gancho da “Realidade Virtual” que estava na moda, em 1995 a Nintendo lança o Virtual Boy, o primeiro vídeo game portátil de 32 Bits 3D do mundo. Na verdade, de portátil ele não tinha muita coisa, já que a tela de reprodução era uma espécie de visor que pesava muito e tinha que ser apoiado numa mesa, para ficar estático enquanto o controle ficava nas mãos do jogador. Uma sucessão de erros fez com o Virtual Boy afundasse, entre eles, o visor era monocromático. Sim, um console de 5ª geração com visor monocromático. Para simular o efeito 3D, colocaram uma película colorida vermelha e azul (como no cinema 3D) que não passa muita profundidade, tornando um 3D muito mixuruca. Outro problema era a biblioteca de jogos, que era pequena e repetitiva. Ok, os problemas que eu descrevi até agora, tem a ver com dificuldades técnicas do aparelho, se uma pessoa for MUITO fã do sistema, poderia ignorá-las, certo? Mas esses não eram os únicos problemas do console… O Virtual Boy causava dores de cabeça. Sim, foi provado que jogar o console por muito tempo podia causar dores de cabeça e enxaquecas terríveis. Alguns jogos vinham até com o sistema de “auto-pause” para lembrar os jogadores de descansar a cada meia hora. Mas o pior ainda estava por vir, o Virtual Boy tinha uma contra indicação, em que crianças menores de 8 anos não poderiam jogar, pois o visor poderia afetar o desenvolvimento da visão dessas crianças. Que pai em sã consciência deixaria seu filho adolescente ter uma “bomba dessas” para falar o português claro? Esse foi tido como o maior fracasso da Nintendo, que culminou com a demissão do idealizador do projeto, Gunpei Yokoi, que também foi o criador do Game Boy e do jogo Metroid.

 

Game Boy Color. O portátil da Nintendo agora tem cores

Com tela colorida e levemente mais fino, o Game Boy Color é lançado em 1998. Apesar de ter sido criado quase que 10 anos depois do Game Boy Monocrmátio, o Game Boy Color tinha os mesmos 8 bits de capacidade. Lançou alguns jogos de sucesso, como Mario Land e Wario Land, mas o que manteve o Game Boy Color na jogada, foi o Pokemom! Isso, os monstrinhos de bolso viraram a febre do Game Boy color que teve várias edições, onde para completar o jogo em sua totalidade, você tinha que jogar todos eles. Outra coisa que ajudou nas vendas foram as diferentes cores em que os consoles foram lançados. Diferente do cinza e branco do Game Boy monocromático, a carcaça era colorida: - Azul, vermelho, amarelo e até transparente, exibindo a placa e todos os circuitos do console. Por causa disso, muitos aficionados começaram a colecionar os consoles de Game Boy Color.


Então é isso, se por um lado,nos despedimos da Atari no mercado de consoles, por outro damos boas vindas a Sony, que marca sua entrada no mercado com o playstation… Os jogos em CD agora são populares e assistimos o que parecia impossível,a gigantesca Nintendo deu uma bola fora. Aguardem que no próximo capítlo, haverá mais lenha no fogueira ainda.

Luz no fim do túnel, PS4 PODE não bloquear jogos usados.

Lembram-se do que eu escrevi semana retrasada, de o PS4 não aceitar jogos usados? Bem, aparentemente o CEO da Sony nos USA, acha que isso é um erro.

Isso seria uma resposta politizada, pois como eu postei anteriormente cresciam os rumores dizendo que a próxima geração de consoles seria a “geração sem jogos usados”, onde o console atrelaria um jogo novo a conta do usuário e nenhum outro usuário poderia jogá-lo. Tal rumor gerou protesto dos jogadores que acham esta ideia um absurdo.

Em uma conversa no programa Bonus Round, Jack Tretton disse ser totalmente contra o bloqueio de jogos usados, dando a entender que o PlayStation 4, ainda com o codinome de “Orbis” 4 não terá tal função. Tretton ainda disse que os jogos usados são ótimos para os consumidores e para o comércio e que bloqueá-los em um futuro console seria uma atitude “anti-consumidor”.

Finalmente alguém que pensa, né? Claro, mas no entretanto, Tretton admitiu que no Japão, alguns executivos da Sony possuem um pensamento diferente. Se essa funcionalidade será implantada ou não, ainda está meio obscuro, mas é quase que 100% que a outra “implementação” já discutida, de o PS4 não possuir retrocompatibilidade com os jogos de PS3, acabe vingando.  

Bempelo menos poderíamos jogar usados, certo?

Bioshock Infinite é adiado… De Novo!

Yep… Aquele jogo tão aguardado em que se passa numa cidade voadora? Aquele que já foi adiado 2 vezes? É… Aconteceu de novo. O Jogo que estava anunciado para Outubro deste ano, só vai dar as caras nas lojas em Fevereiro de 2013. De acordo com os responsáveis pelo projeto, “Estamos colocando coisas nunca antes visto num jogo de tiro em primeira pessoa”. Ahhh, e mais, não será mostrado nenhum trailer nas tradicionais feiras de games, a E3 e a gamescom. Tanto segredo assim é porque eles tem que arrumar muita coisa, ou é por que querem atiçar nossa vontade? Não sei o que é realmente, mas tá funcionando comigo… EU QUERO JOGAR ESSE JOGO!

A História do Videogame by Kabuki’s Arcade Parte V

4ª Geração de consoles

Época – Final da década de 80

Consoles - TurboGrafx 16 • Mega Drive • Neo-Geo • Super NES • CD-i • Game Boy • Game Gear • Linx 

 

A Sega sai na frente da era dos 16 bits com o Mega Drive

 O Mega Drive. Lançado com o nome de ”Genesis”, no mercado americano, adicionou mais lenha na fogueira entre Sega e Nintendo, com o slogan “Genesis does… What Nintendon’t”, traduzindo, o Genesis faz o que o Nintendo não faz! Com uma grande quantidade de jogos, muitos deles portados do Arcade como Golden Axe, Altered Best e Shinobi, o Genesis caiu rapidamente no gosto americano elevando o status da Sega, fazendo seu novo mascote, um porco-espinho muito veloz, de cor azul e de sapatos vermelhos, batizado de Sonic, fosse capa de várias revistas. A sega faz um lançamento mundial de seu console vendendo milhares de unidades por todo o mundo. Mais uma vez interessada nos mercados europeu e sul americano, a Sega chega a lançar jogos exclusivos para esses mercados, inclusive alguns deles na língua nativa do país. Em 1991, a Sega lança seu primeiro CD ROM, o Sega CD. Era um periférico que deveria ser acoplado abaixo (ou à direita nas versões posteriores) do vídeo game original. Agora não só o Mega Drive podia reproduzir jogos em Cd e com som Stereo, como era capaz de reproduzir vídeos. Mas infelizmente, devido ao elevado preço e à suas limitações tecnológicas da época, esse CD ROM tinha várias falhas, como por exemplo, a demora em ler alguns títulos, a qualidade dos vídeos era inferior à de qualquer filme em VHS e os jogos, apesar de terem o som melhor, não traziam nenhuma outra grande inovação gráfica. Mas o Sega CD vendeu muitas unidades no mundo inteiro, e é responsável por ter lançado o que é considerado por muitos, o melhor título de Sonic já feito.


Turbografx 16, gente nova no pedaço

Feito em parceria por duas empresas, a Hudson Soft, empresa fabricante de jogos e a NEC, empresa fabricante de computadores. Em 1987 chegava ao mercado japonês o Pc Engine, como ficou conhecido por lá. Apesar de seu pequeno tamanho, sua capacidade de processamento era incrivelmente alta. Seus cartuchos, batizados de HuCards, eram do tamanho de um cartão de crédito. Chegou a ser um dos consoles mais vendidos do Japão por um tempo, mas Infelizmente, ele tinha suas limitações… Possuía entrada para apenas 1 controle, ou seja, o jogador tinha que se limitar à jogar contra o computador. Outro problema é que os jogos tinham proteção de região, impedindo que os consoles americanos, Turbo Grafx16 não aceitassem os jogos do console japonês, Pc Engine e vice versa. Foi lançado um CDROM para ser adaptado ao console original, mas ele chegou ao mercado por exorbitantes U$400,00, considerado um valor astronômico para um periférico, na época.



Super Nes! A Nintendo atinge o próximo nível… E supera todos!

No começo, a Nintendo não queria lançar um Video Game de 16 bits. Mas impulsionados pelo sucesso do Genesis e do Turbo Grafx16, em 1990, o Super Famicom foi lançado no Japão. Pessoas já formavam filas homéricas nas portas das grandes lojas, na noite anterior ao lançamento. Foi registrado a venda de quase 300.000 (trezentas mil) unidades nas primeiras horas. Em 1991 o Super Nintendo, também chamado de Super Nes, como ficou conhecido nos Estados Unidos é lançado. Foi um sucesso estrondoso, superando as vendas do seu rival da Sega, o Genesis, mesmo este sendo mais barato, com mais jogos e que já estava no mercado há quase 3 anos. Um dos fatores atribuídos, foi que a Nintendo continuou com a mesma regra que tinha com o Famicom. Empresas que licenciassem jogos para o Super Famicom, não poderiam fazer isso para outros consoles. Então fabricantes de jogos como a Capcom e a Square, não puderam lançar muitos dos títulos para as outras empresas. Mesmo durante a 5ª Geração de consoles, o Super Nes ainda lançou jogos e registrou grandes vendas no mercado mundial, chegando a ter um total de mais de 1.500 jogos lançados em toda sua existência.


Neo Geo o gigante de 24 Bits

A SNK, empresa que já havia feito jogos para a Nintendo, como o famoso Ikari Warriors, lança em 1990 lança o Neo Geo AES (Advanced entreteriment System), um console de 24 Bits. Comparados com os outros consoles do mercado, o Neo Geo era muitas vezes superior, possuindo jogos muito detalhados, cores mais reais e um som de altíssima qualidade, passando a impressão ao jogador de estar realmente jogando no próprio Arcade. O preço do sistema era o que manteve as vendas do Neo Geo atrás de seus concorrentes da Nintendo e da Sega. Seu exorbitante preço, aproximadamente U$650,00 pelo console e seus cartuchos custando em torno de U$150,00 e U$ 250,00, que era o preço de um console concorrente, fizeram com que os jogadores preferissem jogar jogos da SNK como Fatal Fury e Samurai Sodow no Arcade, onde cada partida custaria apenas o preço de uma moeda, ou no caso do Brasil, uma ficha.


CD – i o console da Philips

Interessada no negócio de jogos em CD, a Nintendo tem planos de um CD ROM e criar o Super Famicom CD ou SNES-CD e para tal, faz pesquisa com a Sony e Philips para desenvolvimento do periférico.  Após algum tempo de pesquisa, a Nintendo abandona o projeto tanto com a Sony, quanto com a Philips, mas permitiu a Philips a continuar o desenvolvimento, então em 1991 é lançado o Compact Disc Interative, ou CD-i. Era um console muito grande, que mais parecia um Laser Disc Player, do que um videogame. Foi também o console mais caro da 4ª geração, chegando à custar U$700. A maioria de seus jogos era de cunho educacional (operações matemáticas, gramática do inglês, etc…), livros digitais com história e jogos de tabuleiro digitais deixando pouquíssimos títulos para fazer esse console parecer realmente um video game. O pior é que os jogos eram medíocres, tinham jogabilidade muito ruim, não respondiam ao controle e perdiam feio para a Sega e a Nintendo, em matéria de diversão nos jogos. Acredito que a única característica que podemos ressaltar do CD-i, é que ele é o ÚNICO console que não é da Nintendo, a possuir Mario Bros e Zelda em sua grade de jogos.


Game Boy, o 8 bits portátil da Nintendo

Criado em 1989, o Game Boy veio para suprir a necessidade de um vídeo game que você poderia  jogar aonde quisesse e que possuísse vários jogos. Até então, os portáteis da Nintendo eram os chamados “Game & Wach”, jogos monocromáticos e extremamente simples, operados por 2 botões, que realizavam sempre a mesma ação. O com seus 15 cm de comprimento, 9 cm de largura e uma tela de 2,5 polegadas que só operava em tons de cinza, o Game Boy foi um grande sucesso de vendas, criando um novo mercado, o dos Consoles portáteis com cartuchos e que anos depois, garantiria ao Game Boy um lugar de honra no “National Toy Hall of Fame” dos Estados Unidos da América.


A Atari entra na onda dos portáteis. O Lynx chega rasgando

Em 1990 a Atari lançava o Lynx, o primeiro console portátil com tela colorida. Ele tinha várias características inovadoras, incluindo a capacidade de poder configurar para canhotos/destros virando o console de cabeça para baixo. Outra característica é capacidade de se conectar com até 8 outros consoles através de cabos, para jogar com multiplayer. Na verdade, o Lynx foi originalmente desenvolvido para ser executado através de ligações de infravermelhos (até recebeu o codinome de RedEye), mas isto encareceria o console (que já era caro) então resolveram mudar para um sistema de rede baseada em cabo antes do lançamento final. O Lynx também foi o primeiro console de jogos com suporte de hardware para aumentar o zoom conseguindo um quase efeito de 3D nos jogos. Era de qualidade inigualável no tempo em que a capacidade para utilizar polígonos de profundidade era super limitada. Era um console de 8 bits, mas passava a impressão de 16 bits. Como? O que acontece, é que o hardware pode ser acelerado, fazendo com que os gráficos eram melhores do que realmente eram. Esse recurso seria usado mais pra frente em outro console da Atari vocês sabem qual, não? Anyway, se por um lado, ele usava um caminhão de memória para os gráficos, acabou sobrando pouca para rodar os jogos, fazendo com que  fossem carregados de forma relativamente lenta. Lentos ou não, a grade parecia promissora, destacando After Burner, Lemmings e Rygar e isso impulsionou as vendas dos console. Mas o Lynx vinha com alguns problemas, como o preço, que rondava por volta dos $180 dólares, a pouca autonomia com pilhas (6 pilhas AA), forçando o comprador à levar uma fonte de alimentação e por último o tamanho, que foi considerado o “maior console portátil” já lançado.

 

A Sega também lança seu portátil. Ele é colorido e chama-se Game Gear

Em 1991 chega no mercado o Game Gear. Ele tem a mesma capacidade do console doméstico de 8 bits da Sega, o Master System. Com sua tela colorida de 3,2 polegadas, esse portátil recebeu diversos acessórios, entre eles um adaptador para sintonizar canais de televisão aberta, e um adaptador para utilizar os jogos do Master System, aumentando assim em muito a grade de jogos para o Game Gear. Mas apesar de ser superior ao seu principal rival, o Game Boy, em todos os aspectos, o Game Gear era mais caro e muito maior, o que o tornava “menos portátil” que o Game Boy. O que manteve o Game Gear no páreo foi que mais uma vez a Sega lançou seu console em vários países em que a Nintendo não o fez, aumentando assim muito as vendas, mas ainda assim, não conseguindo superar o Game Boy. Apesar de todos os esforços e publicidade pesada investida pela Sega, o portátil ficou em segundo lugar na guerra dos portáteis dessa geração.


Bem, é isso. A Quarta geração foi marcada pela famosa onda da era 16-bits e pela popularização dos consoles portáteis. A briga entre a Nintendo e Sega fica cada vez mais acirrada, e quem leva a melhor? Isso é um assunto para um outro dia.


“Whoper bobo, isto é uma caixa de Big Mac”. Mas que propaganda Genial!!! Assim o BurguerKing “tira um lazer” com a cara do principal concorrente, o Mc.

“Whoper bobo, isto é uma caixa de Big Mac”. Mas que propaganda Genial!!! Assim o BurguerKing “tira um lazer” com a cara do principal concorrente, o Mc.

sammwidge:

arcade on Flickr.

Nice!!!

sammwidge:

arcade on Flickr.

Nice!!!

Cosplay do Dia
Assassino do Game Assassin’s Creed. Tá, o cosplay nem á tão maravilhoso, mas o efeito da foto tá fantástico.

Cosplay do Dia

Assassino do Game Assassin’s Creed. Tá, o cosplay nem á tão maravilhoso, mas o efeito da foto tá fantástico.

Assassin’s Creed 3 Trailer Legendado

A Ubisoft libera o trailer legendado da nova continuação da saga dos assassinos. Desta vez a trama acontece durante a guerra pela independência americana. E pelo que pude perceber o personagem principal tem descendência indígena, então teremos um assassino com arco e flecha e machadinha de batalha. NICE!!! Anyway o jogo tá previsto para outubro deste ano e como atrativo para os brazucas, ele virá com dublagem em português. Só espero que não destruam a dublagem igual fizeram com o Uncharted 3.

PlayStation All-Stars Battle Royale o Smash Bros do PS3

O Game Trailers TV (GTTV) mostrou ontem uma das maiores apostas da Sony para o começo do ano que vem. O jogo reúne personagens de diferentes jogos para lutarem entre si. No trailer podemos observar Kratos, Sweet Tooth, Fat Princes, Radec e Parappa the raper. O game virá com sacadas cômica, estágios interativos e muita pancadaria. Tá, ele parece promissor, mas vou ser sincero com vocês… Essa receita de misturar personagens de diferentes jogos (e tipos de jogos) para um jogo de luta só deu certo com Smash Bros. Eu já peguei cada bomba de outros consoles com a promessa de ser um jogo bom nesse estilo, que me deixa cético quanto à jogabilidade desse game para PS3. Mas quem sou eu pra dispensar um jogo de luta? Joguemos primeiro e se for o caso, descasquemos o dito cujo depois do lançamento.

Jogo de Peso no Game Gear: Cristal Warriors

O continente de Tyramus, por quase um século, viveu uma era de em paz e harmonia graças ao poder dos quatro cristais elementais do reino de Arliel. Porém, a paz é ameaçada pelos exércitos invasores do Império de Jyn, conduzidos pelo impiedoso Imperador Grym que quer usar os quatro cristais para aumentar seu poder e governar todo continente de Tyramus. Com seu poderoso exército, Grym sobrepuja as forças de Arliel e assassina o rei tomando o trono para si. Mas para o infortúnio de Grym, a Princesa Iris consegue escapar do cerco ao reino e com um dos cristais elementais. Agora Iris e seus leais guerreiros precisam recuperar os outros cristais roubados, que foram dados aos Senhores da Guerra de Grym e para tal, partirão numa jornada em busca de aliados e pistas para então derrotar as hordas de Jyn, recuperar os cristais elementais e por fim enfrentar o próprio Grym para retomar o trono e libertar Arliel.

 

Com esse nome e esse enredo, parece até filme de Sessão da Tarde, né? Bem, teu objetivo é restaurar a paz no reino e para isso, você precisará recuperar os cristais elementais. Até aí nada de muito diferente de qualquer jogo, certo? Certo, mas não estamos falando de um modelo de RPG comum, e sim do modelo Tactics ou traduzindo ao pé da letra “Tático, ou Tática”. Nesse jogo, seus personagens estão dispostos num campo de batalha e devem ser movidos individualmente até o encontro do inimigo. Imagine como se fosse um jogo de xadrez, em que cada peça tem um determinado movimento no tabuleiro… Umas peças movem-se diferente das outras… Existem ataques diferentes… Algumas peças são muito importantes enquanto outras são descartáveis… Assim como no xadrez, se você perder seu rei, você perde o jogo… E no caso, sei rei é a bela Princesa Iris. Se ela for derrotada, adeus… Bem, você começa com a princesa e outros 4 personagens e de 4 classes diferentes:

Um Lord, que são lutadores que usam pesadas armaduras e tem grande defesa, mas tem pouco ataque;

Um Ranger, que é um personagem de grande ataque, mas defesa muito ruim;

Um Warrior, que é um guerreiro equilibrado tanto no ataque quanto na defesa;

Um Wizard, que são senhores da magia e que podem atacar os inimigos na distância com variadas magias, mas são péssimos no combate corpo à corpo;

Um Healer, que é um tipo de curandeiro, que recupera o life dos personagens feridos e assim como o Wizard, não serve para combate, mas possui algumas magias de defesa;

Além das referidas classes, cada personagem possui um dos quatro elementos naturais, terra, fogo, vento, água… E pela união dos seus poderes eu sou… Ahhhh faltou o coração! Anyway estes elementos são de tremenda importância para os personagens. Por exemplo, um personagem de elemento água, é forte contra fogo, mas fraco contra vento; Elemento fogo é forte contra vento, mas fraco contra água; Elemento vento é forte contra água, mas apanha feio do fogo; Imagine um jogo de Jo-ken-po, ou também conhecido como pedra, papel e tesoura… Cada qual ganha de um, mas perde para outro. E quanto elemento Terra, você pergunta… Calma gafanhoto, eu explico! O elemento terra é muito especial… Ele não tem vantagem ou desvantagem alguma contra os outros elementos. NOSSA! Especialíssimo, hein?¬¬. O que acontece é que os personagens de elemento terra, possuem a habilidade de usar magias e muitas delas usam elementos, como a Blaze, que usa elemento fogo, ou a Flash que utiliza o elemento vento e assim por diante. Bem, vamos ao jogo como eu disse você está no campo de batalha e deve mover seus personagens por turnos até os inimigos. Uma vez que tenha movido todos seus personagens, é a vez do inimigo, que também fará o mesmo com suas tropas. Vai notar que eles são todos iguais… Todos de roupa marrom e com uma tremenda de uma interrogação na cara. Bem, na verdade eles estão camuflados e só mostrarão a verdadeira forma na hora da batalha, ou quando forem atacados por magia. Existe uma magia chamada “Scan”, que inicialmente só Iris a tem, que pode revelar os inimigos à distância. By the way, Iris é a única personagem que possui alto poder de ataque e consegue usar magias. Assim que mover seu personagem e deixá-lo à uma posição adjacente ao inimigo, ou seja acima, abaixo, à direita ou à esquerda, haverá 2 opções, “pass”que seria passar a vez, ou “Attack” que é atacar o oponente. Feito isso inicia-se o combate, que coloca cada personagem em lados opostos e quem declarou o ataque tem a iniciativa, ou seja, é quem escolhe a primeira ação, baseada num menu que aparecerá com as opções Battle, que é atacar o oponente; Retreat, que é retirada da batalha; Spell, que é utilizar uma magia. Assim que fizer sua escolha, que não seja retreat, o personagem fará sua ação e uma vez feito isso será a vez do oponente, que poderá atacar ou utilizar magia. São dois turnos que o atacante e o defensor têm direito, então pode-se atacar uma vez e utilizar magia no próximo turno ou fugir ou… Bem, entenderam a figura, certo? Importante ressaltar que os inimigos NUNCA usam retreat, então cuidado ao atacar um oponente na esperança que ele irá fugir, pois isso não irá acontecer. Se você ganhar o combate, receberá 4 pontos de experiência (não importando se o inimigo é fraco ou forte, são sempre 4 pontos), que somam aos que o personagem já tem e servem para subir de nível. À cada nível alcançado deixa seu personagem mais forte, aumentando seu life, força, pontos de magia, resistência e etc. Durante o ataque, podem ocorrer 3 fatores, o primeiro é que seu personagem acerta o golpe; Ele pode errar o golpe ou “Misses”, não tirando life do oponente; Ou pode fazer o acerto crítico “Critical”, tirando o dobro de life. Estes últimos dois, parece ser influenciado pelo status “Luck”, ou sorte, em que acontece meio que um sorteio com a sua sorte e a do oponente, definindo se o ataque acertou, errou, ou foi crítico. Mas isto acontece tão ramdom durante o jogo, que não dá pra traçar um padrão sobre isso. Assim como no seu grupo, as hordas de Jyn são compostas por Warriors, Wizards, Healers, etc… Mas existem uma classe que só esta disponível para o inimigo, é a War Lord, ou Senhor da Guerra. São inimigos MUITO fortes, com grande ataque e defesa. São oponentes formidáveis mesmo enfrentando elementos mais fortes e Jamais os enfrente com um elemento mais fraco, pois seu personagem pode morrer no primeiro golpe. À eles foram entregues os cristais do reino e irão defendê-los até o fim. Além dos exércitos de Jyn, existem outros oponentes que irá enfrentar, são os monstros. São criaturas de baixo ataque e life mais baixo ainda, que estão dispostas pelo mapa e que se seu personagem passar à 3 quadros ou menos de distância deles, irão atacar. Mas o mais interessante sobre esses monstros, que assim que derrotados, eles estarão à seus serviços, ou seja, poderão serem usados como aliados na batalha. Quando de posse de pelo menos um monstro durante a batalha, seu personagem irá ganhar o comando “Monster”, que ao acionado, lhe mostrará os monstros que possui e você poderá escolher qual quer usar. Uma vez escolhido, o tomará o lugar do personagem na batalha, para atacar ou apanhar em seu lugar. Lembra que eu disse que esses monstros são bem fraquinhos? Você pode utilizá-los como bucha de canhão mesmo, tipo pra levarem a breca ao invés do seu personagem favorito. Tem gente que evita os monstros, mas eu não, por 3 motivos: Eles viram aliado quando derrotados, como eu escrevi à pouco; Mesmo fracos, eles dão pontos de experiência e por fim, por que eles ainda valem uma grana. É verdade, esqueci de dizer que quando você derrota um inimigo, você de quebra ainda ganham um troco! Quando você passa de fase, você na verdade está libertando uma das cidades dominadas por pelas tropas de Grym, então feito isso você aparece numa nova cidade, onde pode visitar vários lugares para reunir informações, entre eles uma vidente, que cobra $10 pra ler seu futuro. Algumas vezes ela vai dizer coisas como “Vejo fogo em todo lugar”… O que leva à crer que haverão vários inimigos de elemento fogo na próxima fase. Ou que “Sinto que um dos cristais está próximo”… Pode ser que na próxima fase haja um Senhor da Guerra. Mas tem umas vezes que ela é menos prestativa e diz, por exemplo, “Monstros derrotados podem ser usados em batalhas”, ou seja, você está pagando 10 paus pra ela te dizer o que você já sabe! Outro lugar que você deve visitar é o “Inn” ou estalagem. Além de salvar seu progresso, lá sempre haverá um novo personagem à ser contratado. São ex-soldados, súditos leais, patriotas e esse tipo de gente, esperando uma chance de ajudar na causa. Tá, se eles estão com TANTA vontade de ajudar, porque você tem que pagar pra contratá-los? ¬¬ E são bem caros, às vezes custando + de 60% do que você ganhou na fase anterior e se você não os contratar, o mesmo personagem não estará disponível na próxima cidade. Então passe no Inn antes de ir à qualquer outro lugar na vila para não sentir-se tentado e gastar sua grana. Você pode também comprar magias para seus Wizards e Healers e comprar novas armas e equipamentos para seu grupo. Feito isso, você parte para outro mapa e tenta libertar outra cidade. Por falar nisso, há outra maneira de passar de fase sem derrotar todos os oponentes da fase. Se você tomar a cidade oponente, ou seja, levar Iris ou algum dos outros personagens até a entrada da cidade sitiada, você passa da fase, mas não recomendo, pois isto faria seus personagens deixarem de ganhar preciosos pontos de experiência. E tome muito cuidado, pois se o contrário acontecer, ou seja um dos inimigos conseguir miraculosamente passar pelo seu exército e tomar a cidade onde você estava, você perde o jogo. Então pense numa estratégia para não deixar seu reino desprotegido.

Este jogo é muito legal e muito bem desenhado. As artes dos personagens nos status são tão detalhadas, que acredito que quase se iguala à um gráfico de 16 bits. O fator de divertimento e jogabilidade também estão muito bem representados nesse jogo. O jogo foi muito bem recebido no Japão, mas nos USA a história foi outra. Apesar de ter recebido excelentes críticas das revistas e ter o sistema de jogo parecido com o Shining Force, o jogo não deslanchou. Uns dizem que foi cor causa do estilo de personagem “SD ou super deformed”, que não agradou aos jogadores, outra possibilidade é que o tipo de jogo Tactics só fazia sucesso no Japão e os americanos não foram com a cara do sistema. Mas há boatos de que o jogo foi boicotado pelos americanos pelo fato dos personagens terem um estilo meio árabe, como usarem turbantes e véus, ou usarem falciones e cimitarras como armas… e se notarem a data em que foi lançado o jogo, verão que foi bem no meio de um pequeno conflito no Oriente Médio chamado “Guerra do Golfo”. Eu com paranóia? Gente, americano é um povo meio complicado, se mudaram o nome das batatas fritas deles, de “french Fries” para “Fredom Fries” por que a França não quis entrar de gaiato na última guerra, então o que dizer de um jogo que os personagens parecem saídos do Oriente Médio? Voltando à vaca fria… Quase 4 anos depois do lançamento do Crystal Warriors, foi lançado uma continuação chamada Royal Stone, que até trazia algumas melhorias gráficas e um sistema da batalha parecido, o mas sem ter muita criatividade no enredo. O jogo não foi tão bem recebido como seu predecessor e por conta disso acabou nem saindo do Japão. Este foi o primeiro RPG Tactics que joguei e apesar de quase ninguém ter ouvido falar desse jogo, tem um lugar muito especial na minha coleção.

Jogo – Crystal Warriors 

Gênero – RPG Tactics

Console – Game Gear

Fabricante – Sega

Ano de lançamento – Japão 1991 / USA 1992


Preço Médio:

Mercado Nacional:

Loose entre R$10 e R$20. Completa por volta de R$25 à R$40.

No exterior:

Por causa desse boicote, muitas unidades desse jogo foram destruídas (ou devolvidas à Sega) então esse é um dos raros casos em que esse jogo é mais caro no exterior do que aqui. O cartucho Loose, sai de U$15 a U$20, enquanto um completo não fica por menos de U$45.